São várias as opções de você em casa começar a adotar rotinas que levam a um modo de vida mais equilibrado. São muitas as sugestões de como virar a sua vida próximo de um modelo de desperdício zero.

Entre essas opções, temos uma que tem muita gente que não percebe as verdadeiras implicações dessa opção. A Compostagem.

É fácil para uma pessoa perceber que ao reduzir a quantidade de plástico que usa, irá reduzir o resíduo produzido por si, e quais são as consequências positivas disso. Igualmente fácil é entender o porque é bom começar a usar itens reutilizáveis em vez de itens descartáveis.

Mas perceber a importância de enviar para um sítio no nosso quintal meteria orgânica, como os restos da nossa comida, para se transformar em composto, não parece ser daquelas medidas tão intuitivas.

Eu sei o que você pode estar a pensar – mas a comida é biodegradável, certo? É orgânica. Se eu a jogar no lixo, vai acabar se degradar no aterro, certo? Pois, mas infelizmente isso seria quase ideal, mas é errado.

Infelizmente, como a maioria dos aterros são tão compactos, por questões de espaço, eles criam um ambiente livre de oxigênio, um ambiente anaeróbico, o que dificulta e, às vezes, impossibilita mesmo a biodegradação dos itens como um caroço de maçã ou casca de laranja.

Mas mesmo que ocorra essa biodegradação, esse cenário não é o ideal, como dito acima, pois mesmo se isso acontecesse, para onde iriam os seus nutrientes? Eles não retornariam à Terra para recomeçar o ciclo, uma vez que os aterros são sistemas fechados e isolados. Em vez disso, da sua degradação resulta um mal maior, a produção de gás metano, que é de 20 a 150 vezes mais potente de um gás de efeito estufa do que o dióxido de carbono ao longo de um período de 100 anos.

É por isso que o processo de compostagem, que permite espaço e oxigênio para que os itens sejam degradados, é tão crucial.

Mas, diz você novamente, isso não fede? Afinal, não vou ter coisas a apodrecer la por casa? Não. Para manter o composto, você não precisa passar por todo o processo fedorento (mas incrível!) de transformar os seus restos de comida apodrecidos a uma forma que pode voltar de novo ao solo.

Em vez disso, tente guardar os restos em um recipiente, uma tigela grande ou uma sacola de papel no freezer para eliminar possíveis odores ou insetos – até que você possa descartá-los na cuba de compostagem.

Uma vez criado o composto, e se não precisa dele, procure no Google quem o queira. Poderá encontrar agricultores locais que agradeceram o seu composto. Ou organizações locais que oferecem depósitos ou recolhimentos de compostagem ou talvez você descubra que sua cidade oferece compostagem gratuitamente para você se inscrever.

Uma dica profissional: mantenha uma tigela grande ao seu lado enquanto você cozinha para jogar nela caules, sementes, cascas e quaisquer restos de comida que você planeja coletar para compostagem. Dessa forma, nada será jogado acidentalmente no lixo ou no depósito de lixo. E tornará mais fácil o processo.

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