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Uma das grandes dúvidas de familiares e amigos de alguém que tem uma dependência química é saber como ajudar um dependente químico que recaiu. Afinal de contas, a recaída é algo que, infelizmente, acontece com a maioria dos dependentes. É muito raro alguém conseguir passar pelo processo de reabilitação de maneira 100% livre de recaídas, especialmente quando a internação vem em um estágio avançado do comportamento adictivo. É normal algumas quedas até a pessoa conseguir estabelecer um retorno sólido para a sua vida.

Para se ter uma noção, um estudo da USP mostrou que, em 3 meses depois de um tratamento para dependência química, apenas 20% dos participantes continuaram sem recaídas. É claro que essa taxa depende do processo, da substância usada, do contexto de cada pessoa. É possível ter um resultado melhor ou pior. No entanto, o que fazer quando a pessoa amada tem uma recaída no uso de drogas. Como ajudar um dependente químico que recaiu? Tem algum guia para isso? É o que veremos a seguir!

Como ajudar um dependente químico que recaiu em 5 passos

1. A primeira preocupação é com a saúde

O primeiro ponto a ter em mente em relação a alguém que teve uma recaída é a preocupação com a sua saúde. Como a pessoa está fisicamente? Como o corpo reagiu ao uso da substância? O que aconteceu no geral? Isso é importante pois é possível ter uma overdose em casos assim, já que a pessoa pode usar uma dose que ela lembrava ingerir, mas é um valor muito alto no momento.

Portanto, o primeiro passo é acompanhar a pessoa em um hospital, caso descubra a recaída no momento em que ela aconteceu. Caso se descubra isso dias ou semanas depois, já não adianta muito ir até o hospital. O próximo passo, nesse caso, seria procurar uma clínica para recomeçar o processo de reabilitação. Uma opção seria um dos estabelecimentos da Clínica Viver Sem Drogas (https://www.clinicaviversemdrogas.com.br/).

2. Entenda que cada caso e cada recaída é diferente

Um erro comum de se cometer quando um familiar ou amigo tem uma recaída é agir como se a pessoa nunca fosse mudar ou que é o mesmo problema de novo. Na verdade, é um problema novo pois cada caso é um caso e cada recaída é diferente, ainda que seja pelo mesmo motivo.

É claro que é frustrante quando a pessoa recai no uso da substância. Os familiares e amigos investiram tempo, dinheiro, dedicação e amor no tratamento daquela pessoa e, de certa forma, isso é descartado no momento da recaída.

No entanto, cada caso é um caso. É difícil dizer “Faça isso” ou “Faça aquilo” pois a recaída pode ter motivação emocional, psicológica ou simplesmente ser uma combinação de fatores físicos (ou todas as opções).

Portanto, mesmo que a pessoa tenha tido uma recaída antes por motivo X, não significa que seja o mesmo caso agora.

3. Saiba que o apoio existe de várias formas

Dar apoio para uma pessoa com dependência química não significa sempre a mesma coisa. Em muitos casos, estar junto, levar para uma clínica, ajudar na reabilitação, arrumar emprego e acompanhar a pessoa com frequência é apoiar. Em outros casos, cortar a ligação de dependência emocional também é apoiar.

No entanto, é vital saber a diferença nessas ações. Muitas pessoas acabam perdendo a paciência e cortam relação com a pessoa justamente quando ela mais precisava de apoio presencial. Outras acabam desenvolvendo uma relação de dependência quando a pessoa precisava ter de encarar as coisas sozinha.

É muito difícil saber qual é a resposta certa e, nesses casos, o ideal é contar com o apoio de profissionais para poder tomar a decisão correta.

4. Tente identificar o que causou a recaída

Se possível, tente identificar qual foi o gatilho que levou à recaída. Caso seja possível identificá-lo, talvez dê para retirá-lo de cena e evitar esse problema no futuro.

Uma amizade, um sentimento, às vezes até mesmo uma música podem ser gatilhos para a recaída. É importante analisar cada situação para poder ajudar a pessoa no futuro.

5. Lembre-se do procedimento de segurança do avião

Por fim, lembre-se de que em caso de crise em um avião, as máscaras de respiração caem para os passageiros e a recomendação é, primeiro, vesti-las em si mesmo e somente depois ajudar crianças, idosos e familiares.

Portanto, é essencial que, em primeiro lugar, você garanta que o seu emocional estará em condições de apoiar o dependente químico. Se não for possível, então tente encaminhar a pessoa para quem pode fazer isso (um terapeuta, por exemplo).

Pronto! É claro que cada caso é um caso, mas esse é um guia básico que vai pode ser útil ao considerar como ajudar um dependente químico que recaiu. Tente levar tudo isso em consideração e sempre conte com a ajuda de especialistas, tanto na parte física, quanto na emocional e psicológica. Essa não é uma doença fácil de derrotar e nem tudo depende de você ou da pessoa com dependência. É uma jornada muito complicada e dolorosa e, portanto, é necessário o máximo de ajuda possível.

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